Após ficar em 11º lugar em 2025, o Brasil retorna ao grupo das 10 maiores economias globais já no próximo ano, segundo projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional – FMI.
A volta ao top 10
Levantamento da Austin Ratings para a _IstoÉ Dinheiro_ com base no relatório Perspectiva Econômica Global do FMI mostra que o Brasil alcança a 10ª posição em 2026, com PIB estimado em US$ 2,6 trilhões. Para 2027, a projeção é ainda melhor: 9º lugar no ranking mundial.
O avanço ocorre mesmo com o FMI projetando crescimento de 1,9% do PIB brasileiro em 2026 – ritmo abaixo dos 2,3% registrados em 2025, mas 0,3 ponto percentual acima da estimativa feita em janeiro deste ano.
O que explica a subida
Dois fatores pesam mais que o crescimento isolado do país:
1. Câmbio: o real se valorizou em 2025. Como o PIB em dólar usa a taxa de câmbio média, a moeda mais forte ajuda a inflar o tamanho da economia em dólar.
2. Desempenho de rivais: países como o Canadá devem crescer menos, com projeção de 1,5% para 2026.
Como o Brasil estava muito próximo do 10º lugar, essa combinação foi suficiente para retomar a posição.“O real se valorizou. Isso também ajuda a ter um impacto no PIB em dólar. Muito provavelmente o país vai ter um PIB crescendo em termos nominais em dólares”, explica Alex Agostini, economista-chefe da Austin Ratings. “Olhando a fotografia de hoje, o Brasil teria um desempenho um pouco melhor do que os demais países”.
O cenário global
O topo do ranking segue inalterado: Estados Unidos, China e Alemanha continuam nas três primeiras posições em 2026 e 2027. Em 2025 o Brasil havia caído para 11º lugar, afetado pela valorização do rublo russo e pela média cambial do real naquele ano.*
O que isso muda para Minas
Para a economia mineira, a volta ao top 10 reforça o peso do estado no PIB nacional. Setores como mineração, agronegócio e indústria de transformação em Minas são diretamente impactados pelo câmbio e pelo fôlego da demanda global – variáveis que explicam a mudança no ranking.
O desafio agora é consolidar a posição: manter o crescimento acima da média de rivais diretos e avançar em produtividade para não depender só do câmbio.O topo do ranking continua com EUA, China e Alemanha. Mas o retorno do Brasil ao top 10 mostra que o país segue no pelotão de frente das grandes economias, mesmo em um cenário global mais apertado.

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